Em um ambiente de negócios cada vez mais fiscalizado e menos tolerante a improvisos, a governança deixou de ser um adorno reputacional para se tornar a engrenagem central da estratégia. Para Renato de Castro Longo Furtado Vianna, empresário e investidor com atuação em desenvolvimento de negócios e operações de M&A, essa transição marca uma mudança de mentalidade: a empresa que trata governança, compliance e gestão de riscos como peças isoladas perde competitividade; já a que as integra ao núcleo da tomada de decisão protege seu valor e acelera o crescimento.
O cenário brasileiro de 2026 ajuda a explicar essa urgência. As tendências de governança, risco e compliance convergem para um modelo integrado, no qual a união dessas áreas não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para otimizar a gestão e proteger o valor do negócio. O compliance, antes restrito às grandes corporações, hoje alcança empresas de todos os portes e se converte em ativo de mercado.
Do simbólico ao estratégico
Renato de Castro Longo Furtado Vianna costuma lembrar que o maior risco de um programa de integridade não é a sua ausência formal, mas a sua existência meramente decorativa. Sem apoio da liderança, o compliance tende a se tornar simbólico, ineficiente e vulnerável. O desafio central, portanto, é consolidar essas práticas como parte da estratégia do negócio, e não como um projeto paralelo que vive na gaveta.
Essa leitura encontra respaldo no comportamento dos órgãos fiscalizadores. A análise dos dados públicos indica que a Controladoria-Geral da União deve manter a tendência de aplicação crescente da lei anticorrupção e seu protagonismo no âmbito do Poder Executivo Federal, com um número expressivo de processos administrativos de responsabilização instaurados nos últimos anos. Para um investidor, isso significa que a maturidade de governança de um ativo passou a ser variável decisiva na precificação de qualquer aquisição.

Governança como linguagem de valuation
A experiência prática de Renato de Castro Longo Furtado Vianna em operações de fusões e aquisições reforça um ponto que o mercado vem absorvendo: governança virou linguagem de valuation. O ESG já não é apenas uma questão reputacional; é um fator que impacta valuation, acesso a crédito e competitividade global. Empresas com processos claros, responsabilidades definidas e trilhas de auditoria confiáveis chegam à mesa de negociação com menos descontos por risco e mais poder de barganha.
A tecnologia acelera esse movimento. A gestão de risco e compliance vive uma nova etapa, da inteligência artificial assistente para a inteligência artificial atuante: sistemas capazes não apenas de gerar relatórios, mas de iniciar fluxos de trabalho, monitorar controles em tempo real e recomendar correções sob supervisão humana. Para Renato de Castro Longo Furtado Vianna, esse salto tecnológico é uma oportunidade de transformação organizacional, desde que a empresa preserve o discernimento humano no centro das decisões.
Profissionalização como caminho
A profissionalização da gestão, tema recorrente nas análises de Renato de Castro Longo Furtado Vianna, é a ponte entre o discurso e a prática. Estruturar políticas, definir responsáveis, implantar canais de denúncia robustos e medir resultados são passos que transformam intenção em cultura. Compliance não é sobre ter políticas na gaveta; é sobre fazer com que todos entendam, pratiquem e valorizem os princípios éticos da organização.
O recado para empreendedores e gestores é direto: a eficiência operacional do amanhã será construída pelas estruturas de governança montadas hoje. Em mercados voláteis e altamente regulados, a disciplina institucional não freia o crescimento; ela é a condição que o torna sustentável. E é nesse equilíbrio entre rigor e ambição que Renato de Castro Longo Furtado Vianna enxerga o futuro do desenvolvimento empresarial brasileiro.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
