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Revista Show Notícias > Blog > Notícias > Como o DREX estabelece uma revolução no cenário de dinheiro digital brasileiro?
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Como o DREX estabelece uma revolução no cenário de dinheiro digital brasileiro?

Diego Rodríguez Velázquez
Diego Rodríguez Velázquez junho 29, 2026
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7 Min de leitura
Paulo de Matos Junior
Paulo de Matos Junior
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Com o avanço de projetos de digitalização monetária em diversas economias, o Brasil avança em paralelo no desenvolvimento do DREX, a moeda digital do Banco Central que promete redesenhar parte da infraestrutura financeira nacional. Paulo de Matos Junior, profissional com atuação no mercado de criptoativos desde 2017, observa essa transição em um momento particularmente relevante, já que o projeto avança ao mesmo tempo em que a regulação das Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais entra em vigor de forma plena. 

Contents
O que exatamente é o DREX?Como o projeto evoluiu desde sua criação?DREX e criptoativos seguem a mesma lógica?Qual o impacto esperado para empresas do setor financeiro?Tokenização de ativos como próximo passo natural

A coincidência temporal não é acidental, considerando que ambas as iniciativas fazem parte de um movimento mais amplo de modernização do sistema financeiro brasileiro, voltado a aumentar eficiência, rastreabilidade e segurança nas transações que envolvem moeda e ativos digitais.

O que exatamente é o DREX?

O DREX representa a versão digital do real emitida e supervisionada pelo Banco Central, funcionando como uma camada tecnológica adicional sobre o sistema monetário já existente. Diferentemente de criptoativos como Bitcoin e Ethereum, que operam de forma descentralizada e sem emissor único, o DREX mantém centralização institucional, com o Banco Central atuando como responsável pela emissão e pela garantia de valor da moeda digital. 

Paulo de Matos Junior explica que a proposta inclui o uso de tecnologia de blockchain para viabilizar a liquidação de operações financeiras com mais velocidade e menor custo, especialmente em transações entre instituições autorizadas. Esse desenho técnico aproxima o DREX de iniciativas observadas em outros países, que também avaliam ou já implementaram moedas digitais de banco central como complemento à moeda física e eletrônica tradicional.

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Como o projeto evoluiu desde sua criação?

O desenvolvimento do DREX passou por diferentes fases ao longo dos últimos anos, começando com estudos conceituais e avançando para testes técnicos em ambiente controlado, com participação de instituições financeiras selecionadas pelo Banco Central. Essa trajetória gradual reflete a complexidade de implementar uma moeda digital em escala nacional, considerando questões como segurança cibernética, privacidade de dados dos usuários e integração com sistemas bancários já existentes. 

Paulo de Matos Junior acompanhou essa evolução com atenção, dado seu histórico de atuação em segmentos financeiros que dependem diretamente de infraestrutura tecnológica confiável para movimentação de recursos, tanto em operações de câmbio quanto em transações envolvendo ativos virtuais.

DREX e criptoativos seguem a mesma lógica?

A pergunta surge com frequência entre quem acompanha o tema de forma superficial, mas a resposta exige distinção clara entre os dois conceitos. Enquanto o DREX representa moeda emitida por autoridade monetária central, com valor estável vinculado ao real, os criptoativos mantêm natureza descentralizada e valor determinado por dinâmicas próprias de oferta, demanda e percepção de mercado. 

Paulo de Matos Junior
Paulo de Matos Junior

Essa diferença estrutural significa que os dois instrumentos não competem diretamente entre si, mas tendem a ocupar funções complementares dentro do sistema financeiro. Como pontua Paulo de Matos Junior, o DREX pode, por exemplo, viabilizar liquidação mais eficiente de operações financeiras tradicionais, enquanto os criptoativos continuam atendendo demandas específicas de investimento, diversificação de portfólio e movimentação internacional de valor fora do circuito bancário convencional.

Qual o impacto esperado para empresas do setor financeiro?

Empresas que operam com câmbio, pagamentos e criptoativos devem se preparar para um cenário em que diferentes camadas de digitalização monetária coexistem de forma integrada. A chegada do DREX, somada à regulação já vigente para PSAVs, cria um ambiente em que infraestrutura tecnológica, compliance e segurança da informação se tornam ainda mais centrais para a operação de qualquer prestadora de serviços financeiros digitais.

Paulo de Matos Junior frisa que profissionais com histórico de atuação simultânea em câmbio e criptoativos tendem a estar mais preparados para essa transição, considerando a familiaridade já construída com processos de adequação regulatória e adaptação tecnológica. A expectativa é que instituições capazes de integrar essas diferentes camadas de forma eficiente ganhem vantagem competitiva nos próximos anos, especialmente em serviços que dependem de liquidação rápida e segura de operações financeiras.

Tokenização de ativos como próximo passo natural

Além do DREX, a tokenização de ativos financeiros surge como tendência complementar dentro desse movimento de modernização monetária. O processo consiste em representar ativos do mundo real, como títulos públicos, imóveis ou recebíveis, por meio de registros digitais baseados em blockchain, o que pode aumentar liquidez e reduzir custos de transação em diversos segmentos do mercado financeiro. O amadurecimento desses movimentos depende, em boa parte, da capacidade de diferentes players do setor dialogarem entre si, combinando experiência prática de mercado com as exigências técnicas impostas pelos novos marcos regulatórios. 

Paulo de Matos Junior representa um exemplo de profissional cuja trajetória, construída na interseção entre câmbio e criptoativos desde os primeiros anos de adoção dessas tecnologias no país, posiciona-o para acompanhar de perto essa convergência entre inovação monetária, regulação e infraestrutura digital.

A consolidação dessas três frentes (moeda digital soberana, mercado regulado de criptoativos e tokenização de ativos tradicionais) tende a redefinir, nos próximos anos, a forma como brasileiros lidam com dinheiro, investimentos e movimentação de valor. Embora cada uma dessas iniciativas avance em ritmo próprio, todas compartilham a premissa de que tecnologia e regulação precisam evoluir juntas para que ganhos de eficiência se traduzam em benefícios concretos para empresas e investidores. Acompanhar essas mudanças com atenção, sem expectativas especulativas sobre valorização de ativos específicos, parece ser a postura mais prudente para quem deseja compreender o rumo do sistema financeiro brasileiro nos próximos anos.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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