A discussão sobre sustentabilidade na indústria mudou de patamar. Não se trata mais de filantropia corporativa nem de ações pontuais de responsabilidade ambiental. Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, é um dos profissionais que observam de perto essa virada estrutural no setor industrial brasileiro, e por este panorama se compreende que, o que antes era tratado como despesa sem retorno começou a aparecer como vantagem competitiva real em contratos, acesso a crédito, atração de talentos e relacionamento com grandes clientes.
A transformação não veio de um único lado. Ela é resultado da convergência entre pressão regulatória crescente, exigências de grandes cadeias de suprimentos, mudanças no comportamento de investidores e, em alguns setores, da própria demanda do consumidor final. Quando esses vetores se alinham, a sustentabilidade deixa de ser pauta de comunicação e vira requisito operacional.
Nos próximos parágrafos, você vai entender por que ignorar essa transição é um risco de negócio concreto.
Por que a gestão ambiental virou critério de entrada em contratos corporativos?
Grandes empresas industriais e varejistas passaram a incluir critérios ambientais nos processos de homologação de fornecedores. Ter certificações como ISO 14001, comprovar a origem dos materiais utilizados e apresentar metas mensuráveis de redução de impacto ambiental deixaram de ser diferenciais e se tornaram pré-requisitos em muitas licitações. Isso afeta diretamente toda a cadeia de fornecimento, inclusive o setor de embalagens.
Na visão de Elias Assum Sabbag Junior, essa dinâmica já é visível no dia a dia da indústria de embalagens plásticas. Fornecedores que não conseguem demonstrar práticas sustentáveis com evidências concretas enfrentam dificuldades crescentes para manter contratos com clientes de médio e grande porte. A sustentabilidade, nesse contexto, é critério de acesso ao mercado.

Energia renovável na indústria: saiu da pauta e entrou no balanço
Um dos movimentos mais concretos da indústria brasileira nos últimos anos é a migração para fontes de energia renovável. Plantas industriais que antes dependiam exclusivamente da rede convencional passaram a investir em energia solar, biomassa e contratos de energia limpa como forma de reduzir custos operacionais e, ao mesmo tempo, cumprir metas de descarbonização. O setor de transformação plástica, que demanda volumes significativos de energia, é um dos que mais têm a ganhar com essa transição.
Segundo Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas, a eficiência energética deixou de ser uma pauta isolada e passou a integrar a estratégia de competitividade das indústrias. Reduzir o consumo de energia por tonelada produzida é simultaneamente uma decisão financeira e uma meta ambiental, o que facilita o alinhamento entre as áreas de operação e as equipes de ESG dentro das empresas.
Redução de desperdícios como estratégia de margem
Um dos erros mais comuns na indústria é tratar a redução de desperdícios como pauta exclusiva de sustentabilidade. Na prática, desperdício é custo. Perda de matéria-prima, retrabalho, embalagens danificadas no processo, refugo de produção: todos esses elementos têm impacto direto na margem operacional. Quando as empresas começam a medir e reduzir desperdícios com metodologia, os ganhos aparecem tanto no resultado financeiro quanto nos indicadores ambientais.
Conforme aponta o empresário Elias Assum Sabbag Junior, o setor de embalagens plásticas tem características que tornam a gestão eficiente de materiais especialmente relevante. A precisão nos processos de corte, moldagem e transformação impacta diretamente o volume de refugo gerado e, consequentemente, a competitividade do produto final. Pequenas melhorias em eficiência produtiva se acumulam e geram resultados expressivos ao longo do tempo.
ESG além do relatório: o que as empresas precisam fazer de forma diferente?
A crítica mais frequente à agenda ESG nas empresas é a distância entre o que é declarado e o que é praticado. Comprometimentos públicos sem mudança nos processos internos geram desconfiança de investidores, parceiros e da própria cadeia de suprimentos. Empresas que conseguem transformar os princípios ESG em práticas mensuráveis e auditáveis constroem uma reputação mais sólida e duradoura.
Para Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, a consistência entre discurso e prática é o que diferencia uma empresa com agenda ESG real de uma que usa o tema apenas como instrumento de comunicação. No setor de embalagens plásticas, onde os impactos ambientais são frequentemente escrutinados, essa coerência tem valor estratégico direto.
O caminho que a indústria de embalagens precisa percorrer nos próximos anos
A indústria de embalagens está diante de uma janela de transformação que dificilmente se repetirá em condições semelhantes. A combinação de tecnologia disponível, pressão regulatória crescente, demanda de mercado e instrumentos de financiamento para projetos sustentáveis cria um ambiente favorável para quem decidir agir agora. Esperar pelo momento perfeito, nesse contexto, significa perder posição para concorrentes que já estão em movimento.
Conforme destaca Elias Assum Sabbag Junior, o setor de embalagens plásticas tem capacidade real de liderar a transição para modelos produtivos mais sustentáveis, desde que o investimento em inovação, processos e pessoas seja tratado como prioridade estratégica e não como gasto de compliance. A sustentabilidade industrial não é o fim do modelo de negócio atual; é o começo do próximo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
