Brasília e outras sete cidades sede realizaram atividades simultâneas para marcar o início da preparação final para o primeiro Mundial feminino disputado na América do Sul.
A poucos dias do fim de junho, o Brasil oficializou a contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, primeiro torneio do tipo realizado em território sul-americano. A marca foi celebrada simultaneamente nas oito cidades sede da competição, entre elas Brasília, que recebeu estudantes da rede pública em atividades no Estádio Nacional Mané Garrincha, no Parque da Cidade e na Rodoviária do Plano Piloto. O movimento, determinado pela própria FIFA, também incluiu a iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a inauguração de murais em cidades como São Paulo, Salvador e Fortaleza. Com 32 seleções disputando 64 partidas entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, a expectativa em torno do torneio cresce a cada semana. Mas o que essa contagem regressiva representa na prática para o esporte brasileiro e o que ainda falta definir antes da bola rolar?
Como foi a celebração em Brasília e nas demais cidades sede
Na capital federal, cerca de 700 crianças dos Centros Olímpicos e Paralímpicos do Distrito Federal se reuniram no gramado da Arena Mané Garrincha para formar um mosaico comemorativo nas arquibancadas, simbolizando a união em torno do futebol feminino. No Parque da Cidade Sarah Kubitschek, os estudantes participaram de atividades artísticas com pinturas temáticas relacionadas ao Mundial, enquanto a Rodoviária do Plano Piloto, um dos pontos de maior circulação da cidade, recebeu um cenário interativo montado com artes enviadas pela própria FIFA, além de desafios de “golzinho” abertos à população. A iniciativa fez parte de uma programação coordenada nacionalmente, já que todas as cidades sede promoveram ações equivalentes na mesma data, em alinhamento com o comitê executivo responsável pela organização do evento.
Entre os presentes em Brasília estava a ex-jogadora Mariléia Santos, conhecida no meio esportivo pelo apelido de Michael Jackson e considerada uma das pioneiras do futebol feminino brasileiro nas décadas de 1980 e 1990. Ela integra hoje a equipe da secretaria extraordinária criada pelo Ministério do Esporte para acompanhar a organização da Copa e destacou que o torneio representa uma virada de chave para a modalidade, indo muito além das disputas dentro de campo. Estudantes como Eduardo Xavier, de 7 anos, e a goleira Maria Eduarda Souza, de 11 anos, do Centro Olímpico da Ceilândia, relataram a emoção de visitar o estádio pela primeira vez, reforçando o caráter formativo das atividades.
O que esperar do Mundial inédito em solo brasileiro
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será a primeira edição da competição realizada na América do Sul e a primeira vez que o Brasil sedia um Mundial de futebol feminino, depois de já ter recebido as edições masculinas de 1950 e 2014. Os jogos acontecerão em oito cidades, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, com a grande final marcada para 25 de julho de 2027. A confirmação do país como anfitrião ocorreu em maio de 2024, durante o Congresso da FIFA em Bangcoc, quando a candidatura brasileira superou a proposta conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda. Até o momento, 14 seleções já garantiram vaga no torneio, e o sorteio dos grupos está previsto para o fim de 2026.
A diretora executiva de Legado e Relações Institucionais da Copa de 2027, Aline Pellegrino, e a executiva de futebol da FIFA, Jill Ellis, reforçaram a dimensão do evento, que reunirá o que existe de melhor no futebol feminino mundial em oito estádios. A atacante Marta, maior artilheira da história das Copas femininas, comentou a emoção de disputar um Mundial em casa, lembrando o sonho antigo de ver os estádios brasileiros lotados para o futebol feminino. O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, classificou o momento como motivo de orgulho e afirmou que o governo está comprometido em construir um legado duradouro para a modalidade no país.
A poucos dias de completar um ano até a abertura da competição, o Brasil já mostra sinais de que pretende transformar o evento em algo maior do que uma disputa esportiva. Iniciativas como o documentário sobre pioneiras do futebol feminino exibido em Brasília e a articulação entre governo federal, estados e FIFA indicam um esforço para garantir investimentos duradouros na modalidade. O sorteio dos grupos, ainda neste ano, deve trazer mais clareza sobre o caminho da Seleção Brasileira, vice-campeã em 2007 e em busca do título inédito diante da própria torcida. Até lá, a expectativa só deve aumentar.
Fontes consultadas:
Gazeta Esportiva (https://www.gazetaesportiva.com/campeonatos/copa-do-mundo-feminina/brasil-inicia-contagem-regressiva-para-a-copa-do-mundo-feminina-de-2027/)
Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/torcida/brasilia-inicia-contagem-regressiva-para-a-copa-feminina-de-2027/)
Agita Brasília (https://agitabrasilia.com/dada-a-largada-brasilia-inicia-contagem-regressiva-de-um-ano-para-a-copa-do-mundo-feminina-da-fifa-2027%EF%B8%8F/)
